Flávio Meneghetti (1989-1990)

    Titular da Marajó (Londrina/PR)

    Outro sócio-fundador a assumir a presidência, Flávio Meneghetti entra disposto a ampliar e dinamizar as atividades da entidade. Para isso, a ABRACAF aposta em um recente lançamento da Fiat, o Uno Mille, que traz ao mercado brasileiro um novo conceito de carro. Ele também se empenha para a realização dos Congressos Internacionais da entidade e contorna o “racha” que colocava fabricantes e produtores de autopeças em lados opostos.

    Meneghetti consegue isso apostando em articulações políticas. Quando ainda era vice-presidente da Fenabrave já apostava nessas articulações e foi a uma reunião com a então ministra do trabalho, Dorothea Werneck, para definir um acordo setorial da indústria popular. Saiu de lá com um acordo para a criação do “carro popular”, que fixou em 1% a alíquota do IPI para carros de mil cilindradas, favorecendo o boom da indústria automotiva e a guinada da Fiat.

    Quando assumiu a presidência, apostou em articulações com os Estados Unidos e com a Itália. Para ele, um dos fatores de sucesso da ABRACAF é o compartilhamento do poder de decisões. “A ABRACAF nunca teve um presidente, sozinho, mas um núcleo de poder. Não o poder pelo poder, mas no sentido de pessoas que comungam as mesmas ideias e trabalham como um time. O nosso time é velho de relacionamento e jovem na forma de operar”, diz Meneghetti.