Detran-SP aponta que excesso de velocidade é a infração mais cometida por quem perde a CNH

    [Fonte: O Estado de São Paulo]

    Estacionar em local proibido e avançar o sinal vermelho são a 2ª e 3ª faltas mais cometidas pelos condutores que perdem a CNH, aponta levantamento do órgão de trânsito paulista

    O excesso de velocidade é a infração mais cometida por motoristas que perderam a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) no Estado de São Paulo. É o que apontou o levantamento feito pelo Detran-SP com 18.171 condutores que fizeram o curso de reciclagem promovido pelo órgão de trânsito entre 2017 e 2020. Ao todo, 7.084 motoristas (46,2%) confessaram ter dirigido acima da velocidade permitida.

    Os dados são da pesquisa de perfil feita pela Escola de Trânsito do Detran-SP. O órgão aplica curso de reciclagem para infratores. Segundo o levantamento, a maioria são homens com idade entre 25 e 39 anos. Deste total, 16% deles são reincidentes, ou seja, que já fizeram cursos de reabilitação no passado.

    Um dado relevante do estudo é o nível de experiência elevado. Segundo o Detran-SP, 72% dos motoristas infratores do Estado são habilitados há mais de 10 anos.

    Outras infrações que custaram a perda da CNH

    Além de exceder a velocidade, os condutores entrevistados confessaram outros delitos ao volante. O segundo mais comum é estacionar ou parar em local proibido, infração cometida por 2.092 participantes (13,6%). Já a terceira maior violação é o avanço do sinal vermelho, ato reconhecido por 404 motoristas (2,6%) entrevistados, seguida por usar o celular ao volante (395 condutores ou 2,5% do total).

    Há duas formas de os motoristas perderem o direito de dirigir. Primeiro, após acumular mais de 20 pontos na carteira em um período de um ano. Segundo, quando comete uma ou mais infrações suspensivas, como dirigir embriagado, fugir do local do acidente ou participar de um racha.

    A CNH pode ainda ser cassada se o condutor estiver com a permissão de dirigir suspensa e for flagrado ao volante.

    Entre 2017 e 2020, mil condutores perderam a Carteira Nacional de Habilitação.