Déficit na balança de autopeças recua 40,4%

    [Fonte: Automotive Business]

    Resultado decorre da forte redução das importações no acumulado de janeiro a julho

    O déficit na balança comercial de autopeças somou de janeiro a julho US$ 2,4 bilhões, registrando queda de 40,4% ante os mesmos sete meses do ano passado. A redução do déficit decorre da forte retração de 20,5% nas importações de componentes (somaram US$ 6,7 bilhões no acumulado) pelo menor ritmo da produção automotiva.

    As exportações também recuaram, mas 2,4% apenas, totalizando US$ 4,3 bilhões no período. Os números foram divulgados pelo Sindipeças, entidade que reúne fabricantes do setor. O acumulado do ano mostra que os embarques anotaram queda em dez dos 20 principais destinos das autopeças brasileiras.

    Os Estados Unidos se consolidam como principal comprador das autopeças brasileiras. O país ultrapassou a Argentina em junho e no acumulado dos sete meses já absorveu US$ 926,8 milhões em componentes brasileiros, 22% a mais que no mesmo período do ano passado. A participação dos Estados Unidos nos embarques brasileiros foi de 21,4% no período e a da Argentina, 20,5%.

    No caminho oposto, a China se mantém como maior fornecedor de autopeças para o Brasil. Nestes sete meses foram US$ 995,6 milhões em componentes. A queda nas compras da China (-7,3%) é bem menor que a redução total (-20,5%) nas importações. A Alemanha permanece como segundo maior fornecedor ao Brasil, com US$ 878,1 milhões e queda de 11,7%. Entre os 20 maiores fornecedores de autopeças ao Brasil, somente Paraguai e Holanda anotaram vendas em alta no acumulado de 2019.